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Punção Lombar

A punção lombar consiste na aspiração do líquido cefalorraquidiano (líquor) na coluna lombar, através da utilização de uma agulha. O líquor consiste em fluído que reveste o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). O exame laboratorial deste líquido serve para o diagnóstico de meningites, hemorragias subaracnóideas e outras condições neurológicas.

Na execução, primeiro o paciente normalmente é colocado de lado com pescoço dobrado numa flexão completa e os joelhos encostados no tórax, em forma fetal. A área é preparada com técnica asséptica. Uma vez que o local apropriado é apalpado, o anestésico é injetado. A agulha espinal é inserida entre as vertebras lombares L3/L4 ou L4/L5. O estilete da agulha espinal será retirado, sendo recolhidas gotas de fluido cerebroespinhal. Após a coleta, o material é enviado para laboratório onde poderão ser realizados diferentes exames para o diagnóstico de diversos problemas neurológicos.

Como a quantidade de líquido é pequena, a freqüência de complicações é pequena. Podem ocorrer, em alguns casos, cefaléia (dor de cabeça) temporária. Recomenda-se permanecer deitado, após a realização do exame, bem como a ingestão de líquidos para reposição do líquor retirado.

Bloqueio toxina botulínica

A toxina botulínica (Botox®, Dysport®, Xeomin®) é um medicamento de origem biológica amplamente utilizado na reabilitação e controle de distúrbios do movimento. O mecanismo de ação da toxina se faz por bloqueio de condução entre o nervo e o músculo. Como resultado o músculo fica enfraquecido e relaxado, aliviando espasmos e contrações indesejadas A toxina é mais conhecida pelo seu uso em tratamentos estéticos, mas o seu emprego na neurologia é amplamente estabelecido, com excelentes resultados para algumas condições específicas.

A toxina botulínica no AVC:
Muitos dos pacientes portadores de acidente vascular cerebral (AVC) sofrem com contrações musculares e posturas indesejadas, que podem provocar dor, dificultar a higiene, impedir atividades da vida diária e prejudicar a marcha. A injeção da toxina é realizada com intenção de promover ganho de função e melhorar a qualidade de vida do paciente. Os grupos musculares injetados dependem de cada caso e o trabalho de reabilitação deve sempre incluir uma equipe multidisciplinar, incluindo especialmente a fisioterapia e a terapia ocupacional;

A toxina botulínica no tratamento da distonia:
Algumas pessoas apresentam contrações musculares involuntárias, que podem provocar dor e posturas anormais. Uma forma comum de distonia é o torcicolo espasmódico, onde o pescoço assume postura anormal em rotação, flexão ou extensão. A distonia pode afetar braços e pernas, o que pode levar a incapacidade física e distúrbios da marcha. Com o uso da toxina, estes músculos podem ser relaxados para alívio dos sintomas.

A toxina botulínica nos espasmos de face e piscamentos:
Não é incomum a existência de espasmos involuntários e face e olhos. Estas contrações podem provocar desconforto, constrangimento e até mesmo dificuldade para abrir os olhos. O bloqueio com toxina constitui hoje a melhor forma de tratamento deste problema, promovendo alívio satisfatório e mais de 80% dos casos.

De que forma é aplicada a toxina?
A toxina é injetada diretamente nos músculos que se deseja relaxar. O procedimento pode ser realizado em consultório médico sem necessidade de anestesia. Para aplicações em face é existe a opção de um creme anestésico tópico. O resultado da aplicação pode ser verificado dentro de uma semana e o efeito costuma durar três a quatro meses.

Cobertura por operadoras:
O emprego terapêutico da toxina botulínica é integralmente coberto por planos e operadoras de saúde. Ao contrário do tratamento estético, o paciente em uso da toxina por finalidade terapêutica tem o direito de receber a medicação para o seu tratamento.

Polisonografia

O PSG consiste no registro simultâneo de algumas variáveis fisiológicas durante o sono, como por exemplo: eletroencefalograma ( EEG ), eletrooculograma ( EOG ), eletromiograma ( EMG ) mentoniano e/ou submentoniano, eletrocardiograma ( ECG ), fluxo aéreo (nasal e oral), esforço respiratório (torácico e abdominal), outros movimentos corporais (ex:EMG tibial), gases sanguíneos (saturação de oxigênio, concentração de dióxido de carbono), entre outras. O exame pode ser realizado também com CPAP (máscara que proporciona pressão positiva nas vias aéreas) para o tratamento de quadros de apnéia do sono.

Quando está indicado?
Quadros de insônias; Quadros de sonolência excessiva; Distúrbios respiratórios; Sono-dependentes; Comportamentos anormais durante o sono.

Como é feito o exame?
O exame é realizado durante a noite com o objetivo de reproduzir algumas das características habituais do paciente. O paciente geralmente é instruído para chegar ao hospital cerca de 90 a 120 minutos antes do seu horário habitual de dormir e o exame termina na manhã seguinte, procurando obedecer, na medida do possível, o horário do paciente acordar.
São colocados diversos eletrodos e sensores no corpo do paciente para o registro de atividade elétrica cerebral, movimentos dos olhos, do nível de oxigênio no sangue, frequência cardíaca, fluxo respiratório e movimentos respiratórios. Estes dispositivos são colocados externamente e o paciente não recebe nenhuma medicação no laboratório (ele deve continuar com a sua medicação habitual).
Os padrões característicos obtidos pelos sensores são registrados durante toda a noite e são interpretados posteriormente. Vários parâmetros podem ser analisados, tais como: o tempo que o paciente demora para adormecer, a quantidade de sono e das diferentes fases de sono, o número de eventos anormais (exemplo: apneias do sono e de movimentos dos membros) e teor de oxigênio no sangue.

Existe alguma contraindicação?
O polissonograma é contraindicado somente quando o paciente não está em seu estado habitual como, por exemplo:
Quadro gripal; Quadro febril.
Qualquer outra condição clínica que impossibilite a realização do exame Após viagem internacional com mudança de fuso horário

Arteriografia

A angiografia (arteriografia) cerebral é uma técnica utilizada para a detecção de anomalias dos vasos sanguíneos cerebrais - como sejam uma dilatação arterial (aneurisma), uma inflamação (arterite), uma configuração anormal (malformação arteriovenosa) ou uma obstrução vascular (acidente vascular cerebral).

Foi inventada pelo médico português Antônio Egas Moniz, que a realizou pela primeira vez com sucesso num doente vivo em 1927. É injectado contraste radiopaco (substância visível com o Raio X) numa artéria que irriga o cérebro, revelando assim o padrão do fluxo sanguíneo cerebral nas radiografias. A Ressonância Magnética também pode ser utilizada para mostrar o padrão do fluxo sanguíneo das artérias do pescoço e da base do cérebro, mas as imagens apresentam uma qualidade inferior às da angiografia cerebral.

Eletroencefalograma

O EEG consiste em um registro da atividade elétrica cerebral por meio de eletrodos aderidos ao couro cabeludo. Trata-se de um método insubstituível , há muito consagrado na área de Neurologia, com o propósito de elucidar quadros neurológicos das mais diversas formas, especialmente útil no diagnóstico e classificação das epilepsias, bem como de outras causas de perda de consciência. O registro pode durar de 20 a 40 minutos, e é conduzido por um(a) técnico(a), para posterior análise e emissão do laudo por parte do médico especialista. O ambiente deve ser calmo, confortável e livre de interferências. O paciente é recomendado a lavar o cabelo sem o uso de cremes e com antecedência, de modo a estar completamente seco por ocasião do exame. É também orientado a se alimentar normalmente. São realizadas algumas provas de ativação, para aumentar a chance de ocorrência de quaisquer anormalidades. (Fonte: Neuroteste)

Video-EEG

O Video-EEG consiste em um registro prolongado da atividade elétrica cerebral por meio de eletrodos aderidos ao couro cabeludo e, simultaneamente, do comportamento do paciente, por meio de video digital de alta definição. Trata-se de um método insubstituível e portanto já consagrado na área de Neurologia, com o propósito de registrar eventos de causa desconhecida (desmaios, convulsões, sintomas neurológicos transitórios, etc.), e assim revelar sua real origem. Pode durar de horas a dias, acaso necessário. Desta forma, o ambiente de registro se assemelha a um quarto de hospital, com enfermagem, suporte para urgências, banheiro exclusivo. Durante o exame, é possível ler, ver TV, dormir e alimentar-se normalmente e se recomenda ter um acompanhante. São realizadas algumas provas de ativação, para aumentar a chance de ocorrência dos eventos suspeitos. O registro dos eventos é então analisado por especialistas na área, estabelecendo assim disgnósticos precisos e que definirão tratamentos apropriados. (Fonte: Neuroteste)

ENMG

A Eletroneuromiografia (ENMG) é um exame diagnóstico da função dos nervos e músculos. Ela se divide em duas partes: o estudo da condução nervosa e a eletromiografia de agulha (EMG).
O estudo da condução nervosa é a primeira etapa da eletroneuromiografia convencional. Consiste na aplicação de impulsos elétricos de baixa intensidade nos nervos periféricos com o objetivo de estimulá-los e produzir um potencial de ação que possa ser analisado pelo neurofisiologista clínico. O número de choques elétricos que você receberá depende da extensão de seu problema. Uma das aplicações da condução nervosa é o cálculo da velocidade de condução nervosa.
A segunda etapa é representada pela EMG de agulha. Nessa fase, pequenas agulhas descartáveis são introduzidas nos músculos para a análise da atividade muscular em repouso e durante a contração. Uma sensação de picada é sentida quando a agulha é inserida no músculo. O médico que realizará o exame precisa fazer pequenos movimentos da agulha dentro do músculo. Quanto mais relaxado você estiver, menor será o desconforto do exame.
Apesar do exame ser composto por choques elétricos e introdução de agulhas nos músculos, a maioria dos pacientes tolera o procedimento muito bem. O exame é interrompido a qualquer momento que for solicitado pelo paciente em caso de desconforto ou dor excessivos. (Fonte: EMG lab)

Pulsoterapia

O termo pulsoterapia significa a administração de altas doses de medicamentos por curtos períodos de tempo. O procedimento pode ser utilizado para a administração de medicamentos do tipo corticóides ou imunoglobulina. A pulsoterapia pode ser utilizada em diferentes condições neurológicas como Esclerose Múltipla, Neurites Ópticas, Neuromielite Óptica e outras condições neurológicas.

A administração de corticóide endovenoso deve ser realizada em regime hospitalar ou ambulatorial, mas nem sempre é necessária internação, que é um critério médico baseado no histórico e avaliação da gravidade do paciente. Em regime de internação ou não, o paciente deve receber supervisão médica durante e após a pulsoterapia com corticóides – isto é fundamental, pois efeitos colaterais podem ocorrer.

Trombólise Endovenosa

A trombólise endovenosa consiste no uso de medicamento (rt-PA) para reperfundir um determinado vaso ocluído gerador de acidente vascular cerebral do tipo isquêmico (AVCi). O uso do ativador do plasminogênio tecidual (rt-PA), quando administrado ao paciente nas primeiras 4 horas 30 minutos, por via intravenosa, demonstrou diminuição na incapacidade funcional no grupo que utilizou a droga em relação ao placebo, sendo, no momento, um dos principais tratamentos específicos recomendados para o tratamento na fase aguda do AVCi.

O procedimento deve ser realizado por médico neurologista clínico após a realização dos exames complementares (tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética de encéfalo e/ou exames laboratoriais). Após, o paciente deverá ser conduzido para Unidade de Terapia Intensiva ou Unidade de AVC para seguimento.

Tomografia Computadorizada

Consiste em exame de imagem realizado para obter imagens do corpo, incluindo cérebro. Para realização do exame, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. Ao redor deste encontra-se uma ampola de Raios-X.

Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. As imagens são então trabalhadas no computador, sendo posteriormente confeccionado o laudo por médico especialista. O exame tem rápida duração e serve para diagnóstico de diversas doenças do cérebro.